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Um dos meus lugares favoritos na cidade é onde está o mosteiro de São Bento. Quando criança, por conta de minha mãe, passeei muito na região do triângulo histórico, ouvindo as narrativas que ela me contava sobre o centro. Tudo, naquele então, parecia muito velho. Sua decadência nunca foi uma questão: os prédios me pareciam testemunhas de algo que eu ainda me debato para descobrir o que é. Até hoje, quando saio do metrô, paro em frente à sua igreja e a olho: de baixo para cima, como quando criança. Olho o viaduto, olho os sobrados do entorno com suas datas de nascimento estampadas no frontão, e tento entender o porquê dessa situação ainda me causar uma pasmaceira danada. A igreja em si é mais uma dessas construções querendo trazer um monte de referências arquitetônicas de uma só vez, na vontade de deixar as gentes muito impressionadas: uma mistura de materiais modernos com um arzinho meio românico (para ser mais precisa, com influência de um estilo religioso alemão chamado Escola de Arte de Beuron, o Klimt amava), e canto gregoriano aos domingos. Como muitas do entorno, sua pedra fundamental foi lançada nos idos tempos das capitanias, mas a igreja original foi destruída para dar espaço à atual, construída em cima de onde dizem ter sido a casa do Cacique Tibiriçá, da qual ele saiu bradando uma espada de madeira para defender a vila de São Paulo, junto dos portugueses. Nada dessa história é visível no largo. O que fica como recordação desse tempo da vila são os restos mortais de Fernão Dias, que se encontram dentro da igreja, no meio do corredor, bem em frente ao altar. O bandeirante, conhecido como “O caçador de esmeraldas”, foi um dos financiadores da construção do mosteiro (e um dos principais entusiastas da expulsão dos jesuítas da região: se é pra ter padre, antes os beneditinos) e, como de costume naquele tempo, ele queria ser enterrado no terreno da igreja, e o foi. Os restos mortais do homem foram trazidos lá do Rio das Velhas (esse mesmo, o do Guimarães Rosa), para que fossem depositados no pedacinho de terra que ele comprou para passar a eternidade, e virar monumento. -> conhece o Militão? A igreja antiga faz parte dos registros de suas caminhadas :).

Um dos meus lugares favoritos na cidade é onde está o mosteiro de São Bento. Quando criança, por conta de minha mãe, passeei muito na região do triângulo histórico, ouvindo as narrativas que ela me contava sobre o centro. Tudo, naquele então, parecia muito velho. Sua decadência nunca foi uma questão: os prédios me pareciam testemunhas de algo que eu ainda me debato para descobrir o que é. Até hoje, quando saio do metrô, paro em frente à sua igreja e a olho: de baixo para cima, como quando criança. Olho o viaduto, olho os sobrados do entorno com suas datas de nascimento estampadas no frontão, e tento entender o porquê dessa situação ainda me causar uma pasmaceira danada. A igreja em si é mais uma dessas construções querendo trazer um monte de referências arquitetônicas de uma só vez, na vontade de deixar as gentes muito impressionadas: uma mistura de materiais modernos com um arzinho meio românico (para ser mais precisa, com influência de um estilo religioso alemão chamado Escola de Arte de Beuron, o Klimt amava), e canto gregoriano aos domingos. Como muitas do entorno, sua pedra fundamental foi lançada nos idos tempos das capitanias, mas a igreja original foi destruída para dar espaço à atual, construída em cima de onde dizem ter sido a casa do Cacique Tibiriçá, da qual ele saiu bradando uma espada de madeira para defender a vila de São Paulo, junto dos portugueses. Nada dessa história é visível no largo. O que fica como recordação desse tempo da vila são os restos mortais de Fernão Dias, que se encontram dentro da igreja, no meio do corredor, bem em frente ao altar. O bandeirante, conhecido como “O caçador de esmeraldas”, foi um dos financiadores da construção do mosteiro (e um dos principais entusiastas da expulsão dos jesuítas da região: se é pra ter padre, antes os beneditinos) e, como de costume naquele tempo, ele queria ser enterrado no terreno da igreja, e o foi. Os restos mortais do homem foram trazidos lá do Rio das Velhas (esse mesmo, o do Guimarães Rosa), para que fossem depositados no pedacinho de terra que ele comprou para passar a eternidade, e virar monumento. -> conhece o Militão? A igreja antiga faz parte dos registros de suas caminhadas :) ...